Moçambique pode ser dividido em três regiões geográficas que encerram algumas particularidades turísticas: norte, centro e sul.
As províncias de Cabo Delgado, Niassa e Nampula pertencem a região norte, a do centro é constituída pela províncias de Sofala, Manica, Tete e Zambézia e por sua vez, a parte sul é formada por Maputo-Cidade, pelas províncias de Maputo, Gaza e Inhambane. Cada uma dessas regiões apresenta características geofísicas, desenvolvimento sócio-econômico e perfís turísticos diferentes e as distâncias entre elas são significativas.
Perfil Regional Norte
Vários investidores têm concentrado suas atenções sobre esta região devido ao potencial turístico que possui (chamam-na de “jóia do turismo”), assim como produtos turísticos que carecem de exploração. Nota-se um interesse crescente por parte de empreendedores em novos projetos de infra-estruturas vocacionadas ao turismo é caso de hotéis, pousadas, parques de campismo, dentre outras estâncias turísticas.
Nesta região turística destacam-se as ilhas de Moçambique (declarado património mundial da humanidade pela UNESCO) e do Ibo, a vida marinha e a beleza do que é provavelmente um dos mais lindos arquipélagos no mundo, o arquipélago das Quirimbas, a selva intacta e extensa da Reserva do Niassa e a biodiversidade única do Lago Niassa.
O turismo encontra-se principalmente concentrado em Nampula, Nacala e Pemba. O corredor de Nacala é um dos catalisadores importantes do desenvolvimento da região: liga Nacala e Nampula ao Lago Niassa e ao Malawi pelas vias aéreas, rodoviária e lacustre.
Perfil Regional Centro
Nesta região existem muitas atrações turísticas desde praias, facilidades de negócio, mas o que mais atrai aos turístas são os animais exóticos existentes à volta dos territórios que constituem zonas de conservação e preservação de espécies selvagens, por isso pode-se dizer que a natureza e negócios fornecem uma excelente base para o turismo. Os sinais de recuperação das espécies e dos animais de pequeno porte estão a ser cada vez mais vistos, com a reposição das reservas.O Parque Nacional de Gorongosa, hoje em reestruturação, era uma das reservas de animais mais famosas da África Austral e a caça nas cotadas do centro figurava entre as melhores do mundo. Esta região conta também com a reserva de búfalos de Marromeu ...
A cidade da Beira é a segunda cidade de Moçambique e um centro econômico de importância regional. O seu porto desempenha um papel importante na ligação de Moçambique com o Zimbabwe e outros países vizinhos localizados no centro. Actualmente, o crescimento do turismo da cidade da Beira baseia-se no comércio e negócios.
Perfil Regional regional sul
Nota-se que esta região está a beneficiar de níveis consideravelmente elevados de desenvolvimento e detêm a melhor infra-estrutura de todo o país. Esta é a região aonde se concentra o turismo, mais de 50% da capacidade total dos estabelecimentos registados e 65% do total das camas.
O turismo de negócios encontra-se concentrado em Maputo-cidade, enquanto a costa norte desta província de Inhambane cujas infra-estruturas proporcionam maior conforto aos que frequentam as praias e outros locais adjacentes e de seu interesse.
Por sua vez, o turismo de lazer progride satisfatoriamente em várias partes das provincias de Maputo, Gaza e Inhambane. Existem vários empreendimentos turísticos, nessa região, destacando-se aprovincia de Inhambane (Vilanculos e Bazaruto) que mais investimentos tem na área. As infraestruturas turísticas são acessíveis e das mais variadas gamas, talvez seja por isso que verifica-se o registo de uma intensa actividade turística. As praias de Bilene, Xai Xai, Macaneta são indispensáveis para um bom turismo familiar, a Ponta de Ouro e a Ponta Malongane constituem príncipais pólos de atração turística para os práticantes e admiradores de desportos aquáticos. A zona costeira sul representa “cartões de visitas” cuja expressão facial se manifesta pela beleza paradisíaca das suas componentes naturais inserida numa plataforma de crescimento sustentável do turismo.
Foi concebido um projeto âncora cujo enfoque está no desenvolvimento do parque transfronteiríço do Grande Limpopo que abarca o Parque Nacional de Kruger (África do Sul), Gonerezhou (Zimbabwe) e o Parque Nacional do Limpopo (Moçambique). O funcionamento integral deste aliciante projeto turístico permitirá a operacionalização do turismo fotográfico em toda a área que delimita o parque Nacional do Limpopo, a ampliação da superfíe territorial vai ligar a zona de Massingir ao parque Kruger. A Reserva Especial de Maputo e a AFTC de Libombos no sul da província de Maputo oferecem outras oportunidades para a prática do eco-turismo.
O facto desta parte do território moçambicano possuir atractivos turísticos derivados do ambiente ecológico, da ocorrência de fenómenos naturais, reforça o interesse dos turistas em conhecer e usufruir do privilégios de entrar em contacto com tais paisagens lindas.
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